Métricas para Carteiras de Investimento

Métricas para Carteiras de Investimento

Qual é a volatilidade da sua carteira?

Muitas vezes buscamos diversas métricas para a avaliação de fundos, mas ignoramos a importância dessas mesmas métricas nas carteiras de investimentos. 

Vale lembrar que a gestão de portfólios não é restrita ao gestor de fundos e que as boas práticas devem ser incorporadas em seu portfólio pessoal ou na carteira administrada de seu cliente.

A ideia deste texto é auxiliar com alguns alertas a serem considerados.

Diversificação

É muito comum que, ao fazermos uma análise top-down, especialmente de fundos de investimentos, busquemos a diversificação de gestores, mas caiamos na armadilha de alocar em diversos gestores com elevada sobreposição de ativos.

Ao formar uma carteira de fundos de investimentos nunca se deve deixar de lado que fundos não são ativos independentes e, sim, a composição de portfólios. Logo, acompanhar de perto a carteira de investimentos de cada fundo e a sobreposição entre as alternativas são ações essenciais ao bom monitoramento da alocação – sem contar a possibilidade de encontrar veículos mais baratos para acessar os mesmos investimentos.

Diversificação (mais uma vez)

O primeiro passo para a diversificação é garantir que não estamos investindo duas vezes no mesmo ativo. Mas não para por aí.

É importante buscar bons ativos que não necessariamente sigam o mesmo comportamento: diversificar o risco diversificável.

Essa estratégia passa, sim, por monitorar e se posicionar em diversas classes de ativos, especialmente entre as classes mais descorrelacionadas.

Utilizar a moderna teoria de portfólios a seu favor pode fazer uma grande diferença para o longo prazo e garantir uma carteira de riscos mais controlados.

Mas a diversificação não deve se limitar a ativo de um mesmo país.

Em uma economia globalizada é esperado que tenhamos boas partes de nossas despesas em produtos oriundos de outros países e, consequentemente, boa parcela da inflação pessoal atrelada à moeda estrangeira. 

Um bom exercício, especialmente em casos de residência no exterior, é ter sempre a evolução da carteira em Reais (R$) e Dólares (US$) ou eventuais moedas locais. E idealmente, monitorar e balancear os portfólios a fim de equilibrar ganhos reais em todas as moedas que sejam relevantes ao investidor.

Métricas de performance ajustada

As métricas de risco são, sem dúvidas, merecedoras de um capítulo à parte dentro do universo de monitoramento de investimentos.

No entanto, vale deixar neste tópico mais um reforço que as métricas presentes nos controles de fundos de investimento mostram-se igualmente eficazes na gestão de carteiras.

Assim como as métricas são cabíveis, as receitas também o são.

Uma boa estratégia a se considerar é utilizar a cotização da sua carteira ou de seu cliente, no cálculo de indicadores de performance tais como seriam feitos com as cotas de fundos. 

Essa estratégia permite oferecer às carteiras administradas, o mesmo grau de controle de performance e risco presente na gestão de FoF’s (Fundos de Fundos).

Abaixo, uma representação de lâmina de risco e performance a partir de uma carteira cotizada através do Comdinheiro:

Riscos de Concentração e Liquidez

Por mais que analisemos os nossos parceiros e busquemos gestores e administradores com responsabilidade, o risco de concentração foge de nossos controles.

É importante monitorar de perto o nível de concentração das carteiras em instituições parceiras em seus diversos níveis.

Outro tópico importante a ser considerado  é o acompanhamento da concentração com a visão “explodida” da sua carteira. 

Muitas vezes a aplicação passa pelo critério de concentração de estratégia, de gestor, de administrador, classe de ativo… Mas prevê uma concentração em determinado emissor ou classe de emissores que extrapola o razoável. 

Acompanhar periodicamente onde estão os seus investimentos finais pode ser uma boa economia de dor de cabeça.

Busque alternativas de investimento global

Fique tranquilo, o viés de localidade não é um problema exclusivamente seu.

Investidores pelo mundo inteiro contam com uma concentração de ativos de seu país de origem em níveis superiores ao que seria racional.

No Brasil, de acordo com levantamentos do Comdinheiro com base nas carteiras divulgadas na CVM, os investimentos no exterior não atingem 10% das carteiras dos fundos.

Mas em um mundo globalizado é comum que boa parte dos seus dispêndios futuros, ou dos seus clientes, estejam associados a moedas estrangeiras. Seja dólar, euro ou mais especificamente, moedas de países de interesse. 

Neste caso, a ideia não é utilizar o investimento no exterior como um redutor de volatilidade, senão como uma forma de exposição de riscos equivalentes entre patrimônio e gastos futuros. 

Figura 1 – Fonte Comdinheiro

Caso queira replicar as consultas utilizadas nesse texto ou saber mais sobre como a Comdinheiro pode ajudar na gestão, análise e consolidação dos seus investimentos e dos seus clientes, entre em contato.


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