6 Estratégias de Investimentos em Ações

6 Estratégias de Investimentos em Ações

A proposta deste texto é organizar as ideias centrais de seis das mais conhecidas estratégias de investimentos em ações.

Refletir sobre essas grandes direções podem ajudar o investidor a repensar sobre o ponto de partida de suas alocações em renda variável.

É válido mencionar que a seleção, discussão e conhecimento das 6 vertentes aqui expostas é um debate conceitual anterior à escolha de ações – etapa que é feita a seleção dos melhores ativos para colocar em prática a estratégia escolhida.

Vamos a elas!

1. Estratégia de Investimento em Valor

O investimento em valor (ou Value Investing) passa pelo princípio de que o mercado aplica oscilações de curto prazo nos papéis, mas que tende a convergir para o valor justo no longo prazo.

Diria que o investimento em valor é o mais fundamentalista das seis estratégias a serem apresentadas.

O foco do investimento em valor se coloca usualmente em empresas que já são maduras e já entregam valor, com a tese de encontrar dentre elas, oportunidades não precificadas pelo mercado. 

O investidor, portanto, deveria mensurar o que entende por “valor intrínseco” da ação e, em seguida, capturar aquelas cujo preço encontra-se especialmente abaixo do valor.

Empresas com marcas fortes, crescimento consistente (não necessariamente expressivo) da receita e geradoras de caixa são geralmente as mais presentes nas carteiras dos adeptos desta estratégia.

Para simular a performance de investimento em uma carteira de valor contra o índice de mercado, criamos, uma carteira composta pelos 5 maiores papéis do Ibovespa – cada um com 20% do portfólio:

Fonte: Comdinheiro

2. Investimento em Crescimento

O conceito por trás da estratégia de investimento em crescimento é aproveitar a má precificação do mercado ou o excesso de prêmio, demandado pela expectativa de crescimento por parte dos investidores em empresas com franca expansão.

Os adeptos do Investimento em Crescimento acreditam que no longo prazo podem capturar esse excedente, ainda que enfrentando alguma volatilidade no caminho. 

São alvos costumeiros da estratégia de crescimento empresas em fase incipiente, empresas de tecnologia ou em expansão de novos mercados. 

Para simular a performance de investimento em uma carteira de valor contra o índice de mercado, criamos uma carteira composta pelos 5 papéis do Ibovespa com maior crescimento de receita nos últimos 60 meses – cada um com 20% do portfólio:

Fonte: Comdinheiro

3. Investimento em Small Caps

As Small Caps são ações de baixa captação na bolsa e por consequência tendem a ter menor visibilidade e liquidez no mercado. Além disso, no geral são empresas menores e consequentemente, com mais oportunidades de crescimento.

O investidor em Small Caps busca capturar o prêmio de retorno sobre essas características no longo prazo. 

A B3 oferece um índice de mercado específico para as empresas que se adequam a essa categoria sob o código SMLL. O gráfico abaixo mostra o desempenho do SMLL contra o IBOV:

Fonte: Comdinheiro

4. Investimento em Setor

A ideia do Investimento em Setor é bastante intuitiva. Trata-se basicamente de ater-se a um setor com tendência de desenvolvimento e alocar recursos baseado em uma tese para acertar o centro do alvo, escolhendo especificamente a empresa que vai puxar esse crescimento.

O investimento em empresas do setor de tecnologia tem sido figura frequente nos noticiários especializados, mas existem outras vertentes para o investimento em setor.

O gráfico abaixo apresenta a comparação do Ibovespa contra uma carteira composta pelos 05 maiores bancos listados na B3, com pesos constantes e igualmente distribuídos:

Fonte: Comdinheiro

5. Investimento em Dividendos

O investimento em dividendos visa a captura de retornos consistentes através de empresas historicamente boas pagadoras de dividendos ou que tenham essa perspectiva.

O seguidor dessa estratégia almeja ganhos robustos, mitigando o risco da retenção de caixa. Quando o investidor recebe recorrentemente os lucros auferidos pela empresa, evita o excesso de exposição, que pode ocorrer em empresas que retém constantemente seus lucros para investimentos futuros, que podem não se concretizar.

Além dessa vantagem, o investimento em dividendos é buscado por um grupo de investidores que demandam caixa recorrentemente. É o caso de investidores que usam suas ações para renda ou aposentadoria. 

Para simular a performance de investimento em uma carteira de valor contra o índice de mercado, criamos, uma carteira composta pelos 05 papéis do Ibovespa com maior DY nos últimos 60 meses – cada um com 20% do portfólio:

Fonte: Comdinheiro

6. Investimentos Long & Short

A estratégia Long & Short poderia sozinha ser decomposta em outra série de estratégias. O princípio fundamental está em ficar comprado em um papel enquanto permanece vendido em outro.

Essa estratégia pode ser usada como alavancagem ou mitigação de riscos, mas o foco neste texto será no uso da estratégia para explorar o descolamento dos papéis.

Nesse caso, não importa, necessariamente, se os papéis vão subir ou cair, mas se subirem, qual subirá mais, se caírem, qual cairá menos.

Para montar operações L&S com essa finalidade, o ideal é utilizar papéis com comportamento e fundamentos semelhantes: ações ordinárias e preferenciais de uma mesma empresa, ações de um mesmo setor, índices correlatos etc.

No gráfico abaixo, enxergamos um portfólio formado por 100% aplicados em CDI, 100% em SMLL e -100% em IBOV:

Fonte: Comdinheiro


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