Open Banking no Brasil

Open Banking no Brasil

2021 é o ano do Open Banking, tecnologia que promete mudar o funcionamento do mercado financeiro, e a disputa da vez é pelos dados do usuário.

Após o advento do Pix e LGPD, o mercado aguarda a implementação do Open Banking, modelo que visa o compartilhamento de dados de clientes entre instituições financeiras. A ideia é simples: as informações são suas e não do seu banco, logo você tem a liberdade de optar por compartilhá-las ou não.

“Com o Open Banking, o BC busca aumentar a eficiência e a competitividade no sistema financeiro nacional, mediante a promoção de um ambiente de negócio mais inclusivo e preservando sua segurança e a proteção dos consumidores”, disse Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central, em evento virtual.

Como vai funcionar?

Ainda que novidade no Brasil, o Open Banking já é praticado em outros lugares do mundo, como é o caso do Reino Unido, pioneiro na implementação. Não existe um modelo unificado dessa estrutura, mas por aqui, o sistema funcionará sob regulação do Banco Central e permitirá acesso de dados cadastrais, transacionais e dados de serviços utilizados pelos clientes.

O usuário só terá os dados compartilhados com seu aval, e o banco terá o prazo de 12 meses para tal acesso, após esse tempo, o consumidor terá que reavaliar a permissão dada anteriormente. Além disso, o cliente pode encerrar a transmissão de informações a qualquer momento.

Instituições participantes

Todas as instituições financeiras participantes terão que ter algum tipo de regulação do Banco Central. Companhias como Banco do Brasil, Caixa Econômica, BNDES, Santander, Itaú, entre outros, serão obrigados a participar devido à sua classificação de S1 e S2 no BC. As demais terão participação voluntária, mas a expectativa é que a maioria das instituições façam adesão.

Vantagens e desafios

O Open Banking vem com o principal objetivo de democratizar os produtos e serviços financeiros. Com isso, o usuário será o agente mais poderoso do ecossistema, pois ele terá autonomia de gerir seus próprios dados. Assim, veremos um consequente aumento de concorrência, melhoria e ampliação de opções de serviços oferecidos, facilidade, acessibilidade, diminuição de custos e personalização de produtos. Em suma, a experiência do cliente será aperfeiçoada.

Ao mesmo tempo que é um avanço animador no sistema financeiro, o Open Banking carrega desafios relevantes. O primeiro deles diz respeito à cultura, tanto no que tange os players do mercado, quanto aos usuários. É necessário mudar a concepção de transações financeiras e dados.

Outro ponto reside na questão da segurança. Os dados precisam ser tratados com cuidado para que não ocorra nenhuma falha e na outra ponta, o usuário precisa confiar no processo para que ele ocorra de maneira rápida e fluida. 

Fases do Open Banking

1° Fase – 01/02/2021

A primeira fase estava programada para início em novembro de 2020, contudo com a pandemia do coronavírus, implementação do Pix e pagamento do auxílio emergencial, as instituições financeiras solicitaram o adiamento. Com isso, a primeira fase começou dia 1° de fevereiro. Nesta etapa, as instituições financeiras estão informando todos os custos e condições dos serviços ofertados de maneira detalhada e padronizada.

2° Fase – 15/07/2021

Em um segundo momento ocorrerá a troca de informações de usuários. Nesta etapa, os brasileiros poderão – caso queiram – compartilhar dados como nome, e-mail, endereço, extrato de conta etc. com outras empresas. Isso facilitará a personalização de serviços.

3° Fase – 30/09/2021

Na fase 3 começam as transações via sistema unificado. Isso significa que as instituições poderão transacionar entre si.

4° Fase – 15/12/2021

Na última fase será possível compartilhar serviços como seguros, investimentos, previdência, operações de câmbio, contas de depósito a prazo, etc. É válido mencionar que existe a possibilidade de inclusão de novos serviços posteriormente.

API e Open Banking

APIs (Application Programming Interface ou, em Português, Interfaces de Programação de Aplicativos) são códigos que funcionam como facilitadores na troca de informações entre sistemas, e é por meio delas que o Open Banking será viabilizado. Os usuários não precisarão ter um aplicativo específico ou qualquer coisa do gênero, cabe a ele apenas decidir quais instituições financeiras terão acesso aos seus dados, e a API fará isso de maneira segura. Mas é válido ressaltar que apenas na fase 4 os bancos irão disponibilizar as APIs para que as empresas tenham acesso aos dados dos clientes.

Comdinheiro no Open Banking

O Comdinheiro já possui ferramentas completas para a consolidação de carteiras de pessoa jurídica e física de diferentes instituições financeiras. Adicionalmente tem APIs que permitem importação de dados do sistema e começará capturar dados de investimentos em bancos. A regulamentação do do Open Banking no Brasil virá para agregar valor ao sistema e para seus usuários.


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